O problema no abastecimento foi ocasionado por
problemas no sistema de distribuição de água
As barragens
que abastecem o município de Garanhuns, Agreste Pernambucano, estão com cerca
de 90% da capacidade. Mas, a cidade vem passando há algum tempo por problemas
no abastecimento d'água em diversos bairros. O que vem ocasionado esse
racionamento é que três bombas estão danificadas devido à deterioração das
colunas que sustentam as bombas no sistema de distribuição das barragens do
Cajueiro, que tem capacidade para 18,2
milhões de metros cúbicos e
Inhumas, com 6,3 milhões
de metros cúbicos.
“Os
problemas no abastecimento não estão relacionados à falta de água. Todos os
mananciais estão cheios. A barragem do Cajueiro, por exemplo, está com 96% da
capacidade”, afirmou o Coordenador Regional da Companhia de Saneamento,
Compesa, Ednaldo Peixoto.
Ainda de acordo
com Ednaldo Peixoto as bombas apresentaram problemas há pouco mais de um mês.
“A cidade foi dividida em três setores, numa escala de dois dias com água por
quatro sem, enquanto os reparos são realizados. A previsão é de 15 a 20 dias
para que cada bomba seja consertada. Até o dia 15 de fevereiro uma das bombas
estará pronta”, disse.
Mas, esse rodízio vem causando alguns transtornos para a população. A cabeleireira
Josineide Silva conta que com a falta de água nas torneiras o trabalho no salão
está sendo prejudicado. “A maioria dos tratamentos capilares precisam que
lavemos os cabelos das clientes. E como fazer sem água? Eu tive que desmarcar
com muitas clientes. O faturamento do meu salão caiu”, desabafa a cabeleireira.
Josineide
acrescenta: “Não entendo como isso pode acontecer. Acho que falta manutenção,
pois só quando chega a uma situação crítica como essa é que os reparos são
realizados. Acho que a Compesa deveria prevenir para que problemas como esse
não acontecessem. Depois os mais prejudicados somo nós trabalhadores, que
dependemos das necessidades básicas para se manter”.
Contudo,
não é apenas Josineide que está sofrendo por causa da falta d’água. A dona de
casa Aparecida Ferreira mora no bairro São José. Ela conta que no primeiro dia
a água chega muito fraca nas torneiras. “A água tem chegado muito fraca. Fica
difícil até para conseguir armazenar para os quatro dias que ficamos com as
torneiras vazias”, disse.
De acordo
com Edinaldo na parte baixa de alguns bairros no primeiro dia de abastecimento
a água chega com menos intensidade, mas que no segundo dia a água chega com
mais força nas torneiras. “Estamos aconselhando a população para que durante
esse rodízio armazene água em reservatórios para enfrentar os dias que ficaram
sem água nas torneiras, até que os problemas sejam solucionados”, afirma.
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