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O sangue ainda estava no chão |
Estes buracos, na Rua
Buenos Aires, no bairro Heliópolis, foram tapados por volta das 15h de hoje. Há
cerca de uma semana os buracos foi aberto e nenhuma sinalização foi colocada
pelo local. Ao passar pelo local vi um morador colocando alguns galhos de
árvores para alertar os perigos para os motoristas e pedestres que passavam
pelo local.
Mas, os buracos só
foram tapados depois que um acidente aconteceu. Acidente este que resultou na
morte de uma pessoa. A vítima foi Fábio Júnior da Silva Oliveira, de 33 anos.
Fábio vinha na garupa da moto quando o condutor Diego Júnior de Oliveira da
Graça, de 24 anos perdeu o controle do veículo e caiu em um dos buracos, com
aproximadamente 3 metros de comprimento. Além, do buraco o poste de iluminação
púbica com a luz apagada. Fábio Júnior morreu no local.
Segundo a Polícia
Militar, o condutor da moto foi autuado por homicídio culposo, pois não portava
a Carteira de Habilitação e pilotar sobre efeito de álcool (com provado através
do teste do bafômetro), além de transportar passageiro sem capacete.
Comentário: Neste
caso não deveria apenas o condutor da moto responder por homicídio culposo. E
quem fez os buracos? E a iluminação que não estava funcionando? Outros fatores
fizeram com que esse acidente acontecesse. Pagamos taxa de iluminação, impostos
em cima de impostos, para quê? Há mais responsáveis pelo acidente o Poder Público que não fiscaliza nossa iluminação pública e é comum buracos e mais buracos serem abertos nas nossas ruas, passar dias, semanas e até meses abertos. Não temos serviços básicos para a população.
Esse buraco estava há mais de uma semana ali oferecendo risco para quem quer
que passasse, somente depois de uma pessoa morrer foi que o buraco foi tapado.
Nessa história a vítima não foi apenas o jovem que morreu. Estive no velório. A
mãe velava seu filho no dia do aniversário dela. Fábio Júnior saiu de casa
beijou a mãe e disse que a amava e voltaria para comemorar o aniversário dela.
Em vez de comemoração ela recebeu o filho morto nos braços. O filho único. Para
ela não resta muita coisa. Para nós lutarmos pelos nossos direitos.
Temos que nos unir, lutar pelos nossos direitos quantos "acidentes" pela vida de tantas "Marias", "Josés", "Joãos" precisam acontecer para que o povo seja visto e que o patrimônio do povo seja usado a favor do povo e não de nossas classes políticas. Revolta esse é o meu sentimento e de tantos que viram as lágrimas de uma mãe que perdeu, repito, seu ÚNICO filho.
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